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Apesar do Z-4, Ramon mostra confiança na evolução do Vitória e avalia Dinei e Samuel juntos

Anunciado como novo treinador do Vitória na última terça-feira, o técnico Ramon Menezes completa, neste sábado, contra o Brusque, 11 dias no clube e quatro jogos realizados. Com pouco tempo para trabalhar e muito a fazer, o treinador busca o primeiro triunfo com a equipe na Série B. Até aqui, o Rubro-Negro soma três pontos em 12 disputados na Segundona.

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Com a campanha ruim, o Vitória entrou na zona de rebaixamento na última rodada e agora se lembra dos dois últimos anos na Série B, quando lutou contra o Z-4. Em entrevista concedida nesta sexta-feira, o técnico Ramon Menezes mostrou confiança no trabalho e na evolução da equipe.

– Quando você vê a tabela, lógico que é muito ruim. Mas eu estou analisando de outra maneira. É o começo de um trabalho. Estamos indo para o nosso quarto jogo no comando do Vitória. Praticamente dez dias nessa volta ao clube, jogo em cima de jogo. Eu tenho conversado muito com os atletas, tenho passado muita confiança de que o trabalho vai crescer. Então tem sido muito em cima disso, de conversas, principalmente neste começo, para o entendimento tático dos atletas dentro do campo – afirma o técnico.

Entre os problemas que Ramon tem para resolver no Vitória, está o setor de ataque. Em quatro jogos, o Rubro-Negro marcou apenas um gol. Por outro lado, a defesa foi vazada apenas duas vezes.

– A gente está trabalhando muito. A gente não para. Praticamente 24 horas por dia respirando o Vitória nesses 10, 11 dias de clube. E passando muita informação para o atleta. Sem poder fazer tudo aquilo que, com o tempo, naturalmente, você consegue fazer. O entendimento tem sido bom. Nós temos que buscar o equilíbrio, que eu venho batendo muito, da fase defensiva com a fase ofensiva. Você não tomar gols e fazer gols. Nós temos três jogos e temos um jogo dificílimo contra o Brusque. Mas, jogando em casa, em busca do equilíbrio e do resultado.

O treinador também avaliou a possibilidade de ter um time com Dinei e Samuel juntos, mas em determinado momento dos jogos.

– Dinei e Samuel já atuaram juntos. Se você assistiu ao jogo contra o Inter, você percebeu que entramos com duas linhas de quatro, e os dois jogadores lá. Isso parte muito do jogo. Mas podem, sim, atuar juntos em determinados momentos do jogo. Começar com uma formação dessa, aí você não busca o equilíbrio ideal que pensamos.

As equipes se enfrentam neste sábado, no Barradão, às 19h (horário de Brasília). O Vitória busca seu primeiro triunfo na Série B, enquanto o Brusque venceu todos os jogos que disputou.

Veja outros trechos da entrevista de Ramon Menezes
Situação na tabela
– Primeiro que a gente tem que esquecer um pouco essa tabela e pensar em jogar futebol. Nosso pensamento aqui deve ser única e exclusivamente jogar futebol. É ter o prazer com a bola e sem a bola, fazer um grande jogo diante do adversário. E jogando em casa. Se fizermos isso contra um grande adversário, que é o Brusque, nós temos condições de buscar nosso objetivo.

Pouco tempo para trabalhar
– A gente tem trabalhado muito neste pouco tempo. A gente tem conversado muito, mostrado muito, principalmente aquilo que está faltando. E, com esses três jogos, teve muita coisa boa. É o início de um trabalho, é uma construção. Vejo futebol partindo de uma construção, de muito entendimento, de muita entrega desses jogadores. Eles já me mostraram que conseguem fazer isso. A prova disso é aquele jogo contra o Inter. É confiança no trabalho, porque é uma construção.

– Não precisa nem falar. Eu, aqui, nunca usei como desculpa. E vocês não vão me ver falar, usar isso como desculpa. Quando eu tive a oportunidade de assumir o Vitória, naquele jogo lá do Inter, eu já quis logo ir para o campo, fazer os trabalhos, treinar. Neste momento é o momento que tenho que é muito curto, muito mais na conversa, mostrando muitos vídeos para os jogadores. Para fazer as correções. Mostrar o adversário. É muito mais na conversa. E fazer um pouquinho ali dentro. Porque também tem o desgaste, a recuperação dos atletas. mas, sem dúvida nenhuma, não é o ideal. O ideal é pelo mens ter uma semana cheia para que eu pudesse trabalhar. Mas não tem desculpa. É ir lá para dentro, conversando muito com os atletas, estou sentindo que está tendo uma entrega. Tem sido um trabalho de olho no olho, passando o que eu vejo sobre futebol e que eles também, tenho certeza, sabem a respeito de futebol. Futebol é você se doar o tempo todo, é a entrega. Mas essa entrega, essa intensidade, com organização. Isso tudo aí estamos buscando, mesmo com esses poucos dias, e com três jogos em sequência.

Avaliação do grupo
– Mais importante é que está todo mundo aqui pronto para jogar. Quem ainda não teve oportunidade comigo e aqueles que vêm tendo oportunidade. Então é estar focado, ligado. E a formação que eu colocar em campo vai dar o seu melhor, eu tenho certeza.

Brusque
– A gente entende que cada jogo é diferente. Nós estudamos muito nesse adversário. Passei muita coisa para os nossos jogadores, correções diante do Remo. A nossa expectativa é de fazer um grande jogo diante do Brusque. E aqueles jogadores que forem a campo, tenho certeza, vão representar muito bem a camisa do Vitória.

Ronan está à disposição?
– O Ronan está num processo de transição. Ele teve uma lesão assim que eu cheguei. Eu o vi muito pouco. estou vendo muito material relacionado ao Ronan. Ele no Campeonato Baiano. Jogador rápido, inteligente para jogar, bom no duelo um contra um. Ele está treinando. Na oportunidade que tiver, vamos levá-lo. Prepara-lo bem nesse processo de transição para que, quando ele voltar, não sentir mais nada e estar totalmente à nossa disposição.

Falta homem de criação?
– Temos esses jogadores. Temos Soares, Eduardo, que joga nessa função. O próprio Guilherme (Santos), que, mesmo sendo um extremo, é um meia de ofício. O próprio Bruninho. São jogadores que podem atuar nessa função.

Desgaste físico
– A gente está buscando a melhor formação. Começo de trabalho. Tem o desgaste físico, que é absurdo, tempo muito curto de recuperação. Conhecimento também dos atletas. mas uma confiança muito grande de sempre crescer.