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entre erros e evolução, Vitória volta a dar esperança na estreia de Wagner Lopes

Tem sido recorrente o torcedor do Vitória ler ou ouvir que determinada postura serve de alento para o time. Seja um tempo de um jogo, o começo de outra partida, alguns minutos em um duelo. Fato é que vira e mexe, o Vitória apresenta momentos que podem fazer com que o torcedor tenha confiança de que a situação vai melhorar.

Foi assim também nesse domingo, no empate em 1 a 1 com o CRB, pela 18ª rodada da Série B do Brasileiro. Não foi nenhum grande futebol, mas o primeiro jogo de Wagner Lopes começou com momentos preocupantes e evoluiu para o final onde o torcedor conseguiu ter algum tipo de confiança. [confira os melhores momentos da partida no vídeo acima].

– Me deixa muito satisfeito. A entrega, determinação, vontade de vencer. Ainda não está sendo suficiente, a gente pode mostrar mais isso. A gente tem um grupo que está focado para tirar o clube dessa situação. E caprichar mais nas finalizações. A bola tem que entrar. A bola entrando, muda o ambiente, a confiança. A gente vai trabalhar muito para que isso aconteça – comentou o treinador.

O problema é que não há mais muito tempo para esperar.

Tudo igual?
A estreia de um treinador é sempre cercada de suspense em relação ao que ele vai fazer de diferente no time. No caso de Wagner Lopes, quando saiu a escalação do Vitória, nada muito novo. Mudança mesmo só o retorno de Wallace. Mas o papel escondia surpresas.

Quando a bola rolou foi possível ver a primeira mudança proposta pelo treinador. Saiu aquela marcação alta, a pressão na saída de bola adversária, para dar lugar a um time mais postado em seu campo defensivo, deixando o CRB trabalhar a bola na intermediária. Talvez a ideia fosse aumentar a compactação da equipe no sistema defensivo. Tanto que essa marcação recuada foi uma preocupação grande do treinador nos primeiros minutos

– Não deu, baixa a linha. Não deu, baixa a linha, Pablo – gritou Wagner Lopes em determinado momento do jogo.

Se a ideia era aumentar a compactação, não surtiu tanto efeito. Mesmo com os 11 jogadores do Vitória atrás do meio de campo, o CRB teve espaço de sobra para atacar. Em um dos avanços, Raul Prata e Fernando Neto foram batidos facilmente. E saiu o gol (veja no vídeo abaixo).

Aos 18 min do 1º tempo – finalização certa de Junior Brandão do CRB contra o Vitória

Depois do gol, a postura do time mudou. O Vitória passou a pressionar a saída de bola e forçou alguns erros do CRB. O que faltou foi precisão para finalizar. Mas tudo sendo orquestrado pro Wagner Lopes do banco, que orientava os jogadores no momento que ele queria que o time avançasse para pressionar o adversário.

A postura do time, inclusive, foi alvo de crítica de Raul Prata. Mesmo com o treinador orientando o time a posicionar dessa forma, o lateral disse não ter entendido o motivo.

– Não sei explicar o motivo de a equipe começar tão atrás e dar muito campo para o CRB atacar. A consequência disso foi o gol. Tomamos o gol, depois começamos a ganhar campo, começamos a atacar mais e chegamos no gol deles. Tem que manter isso pra voltar no segundo tempo melhor, tentar o empate e até virar – reclamou Raul Prata.

A volta
O pedido de Raul Prata foi atendido depois da conversa no vestiário. Não houve tempo para nenhuma grande mudança feita por Wagner Lopes – e seria injusto cobrar isso. Mas o recuo visto no começo do jogo deixou de existir. Mesmo que ainda sem grandes jogadas, sem grandes triangulações, o Vitória se lançou ao ataque.

O gol de empate não saiu em uma jogada trabalhada, em uma mudança proposta pelo treinador. Foi mais sorte. Marcinho chutou de fora da área, a bola desviou na marcação e entrou. Ao menos, o pior foi evitado.

Aos 8 min do 2º tempo – gol de fora da área de Marcinho do Vitória contra o CRB

Mas fica o alerta.

A primeira mudança proposta por Wagner Lopes, sem tempo de treinamento, não surtiu efeito. Por outro lado, a vontade demonstrada no segundo tempo segue como um fio de esperança para a recuperação na Série B.

O problema é que esse fio tem ficado cada vez mais longo e mais fino. O primeiro turno se aproxima do fim, o Vitória segue na zona de rebaixamento e precisa mudar esse cenário o quanto antes. Só que Wagner mais uma vez não vai ter muito tempo. Quarta-feira já tem outra batalha.