Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on linkedin

“Inadmissível o Vitória ficar fora de uma final do Campeonato Baiano”, alerta Wallace

Vitória entra na reta final da primeira fase do Campeonato Baiano assombrado por um fantasma. Nos últimos dois anos, o Rubro-Negro não conseguiu passar para a semifinal do estadual. Nesta temporada, o risco de eliminação precoce está de volta. Com sete pontos, a equipe comandada por Rodrigo Chagas ocupa a 9ª posição e tenta se aproximar do G-4 para não repetir os vexames de 2019 e 2020.

O primeiro desafio para evitar uma eliminação ainda na primeira fase será na quarta-feira. O Vitória receberá o Vitória da Conquista, no Barradão, às 19h30 (de Brasília). Com a derrota para o Ceará na Copa do Nordeste, o Baiano restou como a única competição em disputa para as próximas semanas. E o zagueiro Wallace espera que o Rubro-Negro se mantenha vivo para seguir em busca do título.

– Inadmissível o Vitória ficar fora de uma final do Campeonato Baiano, não é de uma semifinal não. A gente entende e sabe o tamanho que é o Esporte Clube Vitória, mas o clube é feito de uma série de fatores que determinam o seu tamanho. Os atletas que vestem a camisa, o comportamento que nós atletas temos dentro de campo. Tudo isso passa muito pela questão do nosso desempenho e das coisas que têm no futebol e não entram em campo. Nos últimos anos a gente não vem tendo sucesso e tem mais do que obrigação ganhar os jogos que tem dentro de casa para, primeiro, ser racional nesse momento, pensar na classificação. Consequentemente pensar na final. De qualquer forma, Vitória tem obrigação moral e técnica de estar na final todos os anos.

Wallace em treino do Vitória — Foto: Pietro Carpi / EC Vitória / Divulgação

Wallace em treino do Vitória — Foto: Pietro Carpi / EC Vitória / Divulgação

A situação da tabela não é confortável, mas o Vitória tem jogos a menos que os rivais. Enquanto Juazeirense, Atlético de Alagoinhas, Bahia de Feira e Bahia – equipes que estão no G-4 – já entraram em campo oito vezes, o Rubro-Negro atuou em apenas seis jogos.

Além do Vitória da Conquista, o Vitória também terá pela frente um jogo atrasado contra o Jacuipense, que foi marcado para o próximo domingoSe vencer o Bode e o Leão do Sisal, o time de Rodrigo Chagas chegará a 13 pontos e irá para a última rodada dentro do G-4. Empate ou derrota nos próximos jogos significará um grande risco de, mais uma vez, ficar pelo meio do caminho na briga pelo título estadual, que o Vitória não conquista desde 2017.

– Título não tem como mensurar um pelo outro, ainda mais para nós que temos passado por um período de escassez nesses últimos anos. Então ganhar o Nordeste seria muito importante. Isso é importante para o atleta. Agora a gente passa a ter o Baiano como uma prioridade maior, mas sabendo ainda que a gente vai encontrar algumas dificuldades – comentou Wallace.

Com a necessidade do Vitória vencer para depender apenas de si na classificação do Campeonato Baiano, Wallace admite que existe uma dose extra de pressão nos próximos jogos da equipe. Contudo, o experiente zagueiro acredita que a equipe está pronta para suportar o nível de exigência.

– Sabendo da pressão, faz parte da vida do atleta. Alguns suportam mais, outros menos. Isso vai dizer muito o que é nosso elenco, se ele sabe lidar com pressão, eu acredito que jogador de futebol ganha bem e ganha tão bem é para suportar pressão, não é? Espero que todos estejam cientes dessa responsabilidade e se comprometa ao máximo para colocar o Vitória entre os quatro colocados do Campeonato Baiano.

Para encarar o Vitória da Conquista, o Vitória voltará a contar com o volante Gabriel Bispo, que cumpriu suspensão e ficou fora do jogo do último sábado, contra o Ceará. A tendência é que Rodrigo Chagas escale o Rubro-Negro com Ronaldo; Raul Prata, João Victor, Wallace e Pedrinho; Gabriel Bispo, Cedric (Eduardo) e Soares; David, Vico e Samuel.

Confira outras declarações de Wallace:

 

Declaração pós-jogo
– Depende de que declaração eu dei, né? Porque futebol, às vezes, você fala fora do senso comum e as pessoas acabam se assustando. Eu só falei o que de fato acontece. O futebol vai além das quatro linhas. Não foi só o que aconteceu dentro do campo que nos desclassificou. A postura do time foi boa, a gente fez um bom jogo. Porém, dentro do jogo, e as minhas declarações, é o que falo é o que sinto. Há uma diferencia muito grande entre eficiência e eficácia. Nesses últimos jogos a gente tem sido bastante eficiente, mas pouco eficaz. Tanto na parte ofensiva quanto na parte defensiva. O que eu falo, foi o que falei no vestiário também, isso não escondo para ninguém, é o que geralmente discuto com as pessoas mais próximas e quem me conhece.

O que fazer diferente?
– Ser eficaz em vários setores, em vários momentos dos jogos. Acho que Rodrigo tem feito um bom trabalho, a equipe joga bem. A gente tem que entender como as coisas funcionam. No futebol é tudo muito dinâmico, e as ideias mudam de quarta para domingo. É uma equipe jovem, está em processo de formação, de maturação. Vai cometer algumas falhas que a gente não espera, mas acontece. A gente tem que achar esse equilíbrio para que as coisas possam andar em um vôo de cruzeiro.

Eliminação pode ser lição para jovens?
– Eu acho que depende muito do comportamento de cada atleta e como eles recebem esse tipo de formação. Tem jogador, não estou dizendo isso daqui, não posso dizer desse elenco, mas tem jogador que se importa, tem jogador que não se importa. A única coisa que detesto e não faço questão de ter ao meu lado é jogador indiferente. Acredito que aqui não tenha. Os meninos têm dado um retorno bom, entrado e resolvido nossos problemas. Natural que tenha alguns erros, na juventude a gente acha que sabe de tudo, as vezes se precipita, se envaidece com os elogios. Tem que buscar esse equilíbrio.

Quai detalhes precisam ser revistos?
– Isso é coisa interna, a gente que tem que descobrir aqui. Se eu te falar os problemas, fica fácil para você. É coisa bem simples. A gente tem que observar, perceber e solucionar. Bem simples, sem muita redundância, sem ficar tentando, andando em círculo, e as coisas vão se acertar. No futebol, você pode fazer tudo certo e dar errado. Agora, fazendo errado não vai dar certo. Em alguns momentos a gente tem feito errado, isso também passa pelos atletas, por todos os setores. Que a gente faça uma autoanálise, coisas que aconteceram na temporada passada, e que a gente fale: “Olhe, isso a gente fez errado, vamos fazer diferente”. Acho que essa reflexão é importante. Não é pelo fato de perder para o Ceará, é como a gente perde. Até porque a equipe tem três derrotas na temporada, duas foram para o Ceará, que é a equipe que tem maior verba do Nordeste, extremamente qualificada, banco vasto. Não é nada de anormal. Mas algumas coisas, aí estou falando do pessoal, do atleta, de um torcedor do clube, mas algumas coisas que me incomodam sim. Mais do que perder para o Ceará ou qualquer outro tipo de equipe, é como se perde.

Setor defensivo mais consistente com Marcelo?
– É um equívoco se falar de um atleta. Nem comigo, nem com outros que passam por aqui. Marcelo é um excelente zagueiro, mas o sistema defensivo é bem simples. Ele é feito por 10 atletas mais o goleiro. A gente tem que parar dessa análise heurística das coisas e achar que é tudo de forma tão superficial como a gente imagina. Futebol é muito amplo. Para que você falhe lá atrás, tem todo um organismo que falhou, como um corpo. A gente não tem esse entendimento porque tem o costume de buscar a vilania dentro de um atleta ou um herói dentro de um atleta. Também faz parte do roteiro dessa narrativa que a gente tem que criar. Marcelo é muito importante para a nossa equipe, mas o sistema defensivo tem sido falho em alguns momentos porque toda a equipe tem falhado.