O Vitória sofreu uma nova derrota judicial no processo envolvendo o jogador Lucas Braga Ribeiro. O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região manteve a decisão que liberou o atleta do vínculo com o clube após rejeitar o recurso apresentado pela diretoria rubro-negra.
O clube tentou reverter a situação por meio de um Mandado de Segurança contra a decisão liminar expedida pela 18ª Vara do Trabalho de Salvador, mas o pedido acabou negado pelo TRT-5.
A discussão gira em torno de um acordo extrajudicial firmado entre as partes. O Vitória sustentava que o documento possuía validade total, porém o entendimento do tribunal foi diferente. Segundo a decisão, o próprio acordo previa que sua eficácia dependeria da homologação completa pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), o que não ocorreu de forma integral.
Outro ponto levantado pelo clube foi a condição financeira do atleta. O Vitória alegou que Lucas Braga se enquadrava como profissional “hipersuficiente” devido ao salário recebido, tese usada para tentar afastar determinadas garantias trabalhistas. O tribunal, entretanto, considerou que direitos como FGTS e demais proteções legais não deixam de existir por causa da remuneração do jogador.
Com isso, segue válida a liminar que desvinculou Lucas Braga Ribeiro do Vitória.